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Aprendendo com as startups

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A demora em inovar, causada principalmente pela lentidão nos processos comuns às grandes empresas, tem forçado organizações de todos os setores a repensar suas estruturas e, principalmente, suas formas de atuar. O movimento, provocado pelo fenômeno da entrada de startups nos mais diversos mercados, tem provocado uma reação interessante: mais do que enxergar essas empresas como concorrentes, principalmente pela velocidade com que conseguem injetar inovação no mercado, as companhias tradicionais estão se conscientizando de que há muito a aprender com as chamadas empresas da nova economia. Por mais irônico que pareça, esses empreendedores e, principalmente, a nova organização de trabalho que estão propondo, tem intrigado e inspirado grandes empresas.

Os novos modelos de negócios

Nesse sentido, é cada vez mais comum perceber como companhias consolidadas vem estudando o funcionamento de startups, para entender as particularidades desses modelos de negócios e adaptá-los às suas organizações, o que tem ocorrido em diferentes medidas e por meio de diversos formatos. Um exemplo disso são os chamados Squads, ou esquadrões, que já são realidade em empresas como Spotify e Nubank, mencionando apenas alguns cases conhecidos nesta prática. Tratam-se de times cross-funcionais, que estão agrupados numa única célula, não seguem os mesmos processos e trâmites das demais áreas da empresa e não possuem uma liderança formal. Com autonomia para a tomada de decisão, esses profissionais se destacam por imprimir alta velocidade à operação, obtendo resultados mais ágeis.

Um outro case nesse sentido, que teve inspiração na já mencionada sueca Spotify, vem do banco ING, o maior da Holanda: desde 2015, os departamentos da empresa foram transformados em esquadrões, tribos e seções, com todos os profissionais participando de cada uma dessas esferas. Cada agrupamento é responsável por determinado aspecto do negócio e os ‘chefes da tribo’ garantem a sinergia entre cada esquadrão. Mais uma vez, o objetivo com o time multidisciplinar é a tomada e decisão mais rápida, com o acompanhamento diário das metas por todos os integrantes.

Outro exemplo, mas nesse caso um modelo que se estabelece fisicamente fora das empresas tradicionais, adotado principalmente por companhias de grande porte, é a parceria com aceleradoras de negócios. O objetivo, como o nome deixa claro, é levar agilidade, seja no desenvolvimento de novos produtos ou mesmo na implementação de melhorias e inovações de maneira geral. E embora seja uma tarefa muito desafiadora, aproximar a maneira de operar de uma grande empresa ao de uma startup é um movimento cada vez mais frequente. Autonomia e rapidez na tomada de decisão, liberdade para sugerir ideias, uma tolerância maior ao erro do que a existente nas grandes companhias, uma forma de trabalho mais colaborativa e menos competitiva e total flexibilidade hierárquica são os aspectos valorizados em startups e comumente apontados como responsáveis pelas conquistas dessas empresas.

O profissional ideal

Todo este cenário, assim como outras mudanças importantes na sociedade, reflete de maneira direta nos profissionais e em suas expectativas quando estão em busca de uma movimentação em suas carreiras. Nesse sentido, é fundamental o trabalho criterioso feito pelos especialistas em recrutamento da Talenses, acompanhando o perfil das vagas, os movimentos do mercado e a cultura das empresas. E, principalmente, a análise da afinidade e da capacidade de adaptação de um profissional tendo em vista estruturas mais ou menos flexíveis. Mais do que fazer um julgamento sobre qual é a melhor ou a pior forma de trabalho, contrapondo startups e empresas tradicionais, a discussão relevante, nesse contexto, é a melhor relação entre o que a empresa procura e o que o profissional possui de melhor.