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Procuram-se profissionais de cyber segurança

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A facilidade de acesso a dados em qualquer lugar e por diversos dispositivos leva mais agilidade e praticidade às empresas e executivos, mas também desafia a área de segurança da informação. Nunca esteve tão difícil proteger os dados das companhias e o aumento dos ataques cibernéticos, também no Brasil, colocando o País entre os cinco mais atacados no mundo, provou que o assunto merece mais atenção das empresas.

O custo de um ataque cibernético para a empresa é tão alto que os empresários já estão contratando seguros para este tipo de incidente, que não afeta apenas as grandes corporações. Ao contrário do que se imagina, as pequenas empresas são um dos alvos dos cyber criminosos, que chegam até a pedir resgates por informações confidenciais. “Comenta-se muito sobre ataques grandiosos em instituições financeiras e órgãos governamentais, mas estes ataques são organizados por hackers por algumas motivações, como forma de status, um desafio de invadir um sistema altamente protegido, proveito próprio, vingança ou até curiosidade e aprendizado. A grande maioria dos alvos dos invasores são empresas que estão mais vulneráveis e não preparadas com o investimento devido, independentemente do tamanho delas”, explica Leandro Bittioli, gerente de recrutamento especializado em TI da Talenses. 

O aquecimento do mercado

Diante desse cenário, as posições de TI mais promissoras do mercado estão, em sua maioria, buscando profissionais ligados à segurança de risco e compliance de dados, inclusive no exterior. O Brasil é reconhecido internacionalmente por contar com profissionais altamente capacitados em encontrar fraudes em sistemas e por este motivo, a procura de profissionais brasileiros ligados à fraude, riscos e segurança da informação no exterior também vem aumentando.

Ao contrário de outros setores, na área de segurança da informação a crise pode ter sido um dos fatores de ampliação de investimentos. Em épocas de economia instável, a preocupação com prejuízos financeiros aumenta e a proteção do patrimônio ganha mais destaque. Nesse contexto, as áreas de TI dentro das empresas vêm criando planos de resposta a incidentes, desenvolvendo processos internos e treinando colaboradores para este tipo de atuação de mais controle e segurança.

A busca do profissional certo

Junto ao aquecimento do setor vem a busca por um perfil específico de profissional que não é tão fácil encontrar, mas que costuma ser bem remunerado. “Trata-se de um profissional curioso, que precisa se manter muito atualizado e buscando novas alternativas. Se antes ele olhava apenas para o hardware e questões triviais de S.I., agora ele precisa entender da segurança na nuvem, IoT, tecnologias disruptivas, além de ter inglês fluente para acompanhar todas as inovações com a rapidez necessária. Tem que estar muito antenado com todas as novidades”, conta Bittioli.

Entre os setores que mais demandam profissionais de segurança da informação, estão as instituições financeiras, varejo e telecom, segmentos com grande tráfego de dados e informações de clientes, além do setor de internet. O setor de cyber risk deve permanecer em alta nos próximos anos e cada vez mais especializações e certificações vão surgir, no entanto nada supera a proatividade do próprio profissional para ir atrás de alternativas e soluções que contribuam com a segurança de dados dos clientes e que possam antever possíveis riscos e vulnerabilidades dentro das empresas.